FASETE - Faculdade de Sete de Setembro

Revista Rios Eletrônica

Revista Eletrônica da Faculda Sete de Setembro - FASETE
ISSN 1982-055


Edição 2016 - n. 11

DISTRIBUIÇÃO DA HANSENÍASE NO ESTADO DA BAHIA: Uma abordagem socioambiental da doença

Jaciara Raquel Barbosa de Lima / Daniely Oliveira Nunes / Artur Gomes Dias

RESUMO

A hanseníase apresenta-se como uma endemia de difícil controle nos países tropicais. No Brasil está constitui um problema de saúde pública por apresentar altas taxas de detecção distribuídos em todo o pais. Esse estudo objetivou investigar a incidência de hanseníase no estado da Bahia, no período de 2001 a 2016, analisando os aspectos socioambientais associados à distribuição dessa doença. Trata-se de um estudo descritivo e exploratório com abordagem quantitativa e qualitativa. Foram utilizados dados secundários obtidos no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) constituído de todos os casos novos de hanseníase notificados no período de 2001 a 2016, no Estado da Bahia. Em todos os 417 municípios existentes no Estado da Bahia foi notificado pelo menos um caso de hanseníase, totalizando 50.553 casos no período de 2001 a 2016. Os 20 munícipios de maior incidência de hanseníase foram Salvador, Juazeiro, Barreiras, Remanso, Feira de Santana, Teixeira de Freitas, Eunápolis, Porto Seguro, Paulo Afonso, Itabuna, Camaçari, Itamaraju, Bom Jesus da lapa, Vitória da Conquista, Araci, Itabela, Barra, Belmonte, Itaberaba e Guaratinga. Se faz necessário que os programas de controle e eliminação da Hanseníase levem em consideração as características socioeconômica e culturais da população no planejamento de suas ações, estudos devem ser desenvolvidos na perspectiva de estudar a possibilidade da transmissão da bactéria lepra presente em animais silvestre como os tatus para os seres humanos, assim também como os riscos de contato físico ou ingestão de carne desse animal, com vista a reduzir as taxas de hanseníase no pais.

PALAVRAS-CHAVE: hanseníase; enfermidade; distribuição; ecologia medica.

ABSTRACT

Leprosy is difficult-to-control endemic disease in tropical countries. In Brazil, it constitutes a public health problem for presenting high rates of detection in the whole country. This study aimed to investigate the incidence of leprosy in the state of Bahia, between 2001 and 2016, analyzing the socioenvironmental aspects associated to the spreading of this disease. This work is based on a descriptive and explanatory study with quantitative and qualitative approach. It were utilized secondary data gathered in the Disease Notification System (SINAN) constituted of all of the Leprosy cases notified from 2001 to 2016 in Bahia. In all of the 417 cities of the state, it was notified at least one Leprosy case, totalizing 50.553 cases during the referred period. The 20 citieswithgreaterincidenceofLeprosywere Salvador, Juazeiro, Barreiras, Remanso, Feira de Santana, Teixeira de Freitas, Eunápolis, Porto Seguro, Paulo Afonso, Itabuna, Camaçari, Itamaraju, Bom Jesus da Lapa, Vitória da Conquista, Araci, Itabela, Barra, Belmonte, Itaberaba e Guaratinga. It is necessary that the programs of control and elimination of Leprosy consider the socioeconomic and cultural characteristics of the population in the planning of its actions, studies should be developed in view of studying the possibility of transmission of the leprosy bacteria from wild animals, such as armadillos, to the human beings, as also the risks of physical contact or ingestion of armadillo’s meat, aiming to reduce the Leprosy rates in the country.

KEYWORDS: leprosy; illness; distribution; medical ecology.

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